
Quais são as companhias aéreas europeias com melhor classificação em termos de segurança? Análise de 20 companhias aéreas ao longo de 10 anos
Consulte o ranking de 20 companhias aéreas europeias com base em 10 anos de dados de segurança. Descubra quais são as companhias aéreas mais seguras da Europa e se existem diferenças entre as companhias aéreas de baixo custo e as tradicionais.
Das 20 principais companhias aéreas europeias analisadas no nosso estudo, a Aegean Airlines ocupa o 1.º lugar como a mais segura, seguida da Ryanair e da Austrian Airlines.
O nosso objetivo foi comparar as 20 companhias aéreas com base em seis indicadores, em lugar de analisar apenas os acidentes, para perceber se existe uma ligação direta entre a segurança e o modelo de negócio da companhia (tradicional vs. low-cost).
Com base em dados recolhidos ao longo de 10 anos (de 2016 a 2025), os resultados mostram que há 3 companhias low-cost entre as 5 mais bem classificadas. A diferença entre a pontuação média das 10 transportadoras low-cost e das 10 companhias tradicionais é relativamente reduzida: 79,2 contra 82,8 pontos, numa escala de 100.
Sabemos que as companhias aéreas europeias têm uma forte presença no ranking das companhias aéreas mais seguras do mundo, no entanto, neste estudo vamos concentrar-nos exclusivamente na Europa. Abaixo, analisaremos em detalhe as pontuações individuais, os critérios que serviram de base ao ranking e as conclusões mais relevantes que os dados revelam.
Em Resumo
- A Aegean ocupa o primeiro lugar no Índice de Segurança Europeu 2026 da AirAdvisor, com uma pontuação final de 89/100.
- Três das 5 companhias aéreas mais bem classificadas são low cost: Ryanair, Norwegian e SunExpress, contrariando a ideia de que as companhias tradicionais são, por natureza, mais seguras.
- As companhias low cost lideram no indicador da idade da frota, enquanto as tradicionais têm melhor desempenho em certificação e auditorias.
- O histórico de segurança (i.e., acidentes no período de 10 anos) é também notavelmente semelhante entre companhias low cost e tradicionais, com médias de 34,3/40 e 35,5/40, respetivamente.
- Os nossos dados abrangem seis métricas ponderadas: histórico de segurança, certificação e auditoria, segurança operacional, estado da frota, formação de pilotos e estabilidade financeira.
Índice de Segurança das Companhias Aéreas Europeias 2026
| Posição | Companhia Aérea | Tipo | Total / 100 |
| 1 | Aegean Airlines | Tradicional | 89 |
| 2 | Ryanair | Low cost | 86 |
| 3 | Austrian Airlines | Tradicional | 85,5 |
| 4 | Norwegian | Low cost | 85 |
| 5 | SunExpress | Low cost | 84,5 |
| 6= | Air France | Tradicional | 83,5 |
| 6= | British Airways | Tradicional | 83,5 |
| 6= | Iberia | Tradicional | 83,5 |
| 9= | Turkish Airlines | Tradicional | 83 |
| 9= | Lufthansa | Tradicional | 83 |
| 11 | KLM | Tradicional | 82,5 |
| 12 | easyJet | Low cost | 82 |
| 13= | Eurowings | Low cost | 81,5 |
| 13= | SAS | Tradicional | 81,5 |
| 15 | Wizz Air | Low cost | 79,5 |
| 16 | Transavia | Low cost | 79 |
| 17 | Vueling | Low cost | 77 |
| 18 | Jet2.com | Low cost | 73 |
| 19 | SWISS | Tradicional | 72,5 |
| 20 | Pegasus Airlines | Low cost | 64,5 |
A Aegean lidera, mas as low cost dominam o top 5
O intervalo de pontuações varia entre os 89/100 da Aegean Airlines (#1) e os 64,5/100 da Pegasus Airlines (#20).
A Ryanair, em segundo lugar, é a companhia low-cost melhor classificada. As outras duas transportadoras económicas no top 5 são a Norwegian e a SunExpress, demonstrando um desempenho sólido desta categoria.
Destaque também para as posições 6 a 11, ocupadas por companhias aéreas tradicionais com pontuações muito próximas. A British Airways, a Air France, a Iberia, a Turkish Airlines, a Lufthansa e a KLM surgem todas agrupadas, com pontuações entre 82,5 e 83,5/100.
Porque é que a Aegean ocupa o primeiro lugar no índice de segurança 2026 da AirAdvisor

- Pontuação máxima de 40/40 no histórico de segurança, sem acidentes elegíveis durante o período de análise de 10 anos.
- Sistemas de segurança operacional sólidos (13/15), refletindo um sistema de Monitorização de Dados de Voo (FDM) e um Sistema de Gestão de Segurança (SMS) bem documentados.
- 9/10 pela sua frota jovem e moderna.
- Pontuação máxima (5/5) no indicador de estabilidade financeira.
- De forma geral, apresentou um desempenho consistente sem categorias particularmente fracas.
Pontuação final: 89/100
Porque é que a Ryanair ocupa o segundo lugar

Sejamos sinceros: antes de consultar os dados, esperava encontrar a Ryanair em segundo lugar no nosso índice de segurança? Para muitos pode ser uma surpresa, mas é exatamente isso que os resultados mostram.
- A Ryanair apresenta um excelente histórico de segurança em 10 anos (38/40), tendo perdido apenas 2 pontos devido a dois acidentes sem vítimas mortais registados em 2023 (abril e outubro).
- Sendo a maior companhia aérea da Europa em volume de passageiros, é fundamental que disponha de sistemas rigorosos de segurança operacional (13/15).
- A Ryanair valoriza também a monitorização operacional de dados de voo (OFDM) para gerir riscos.
- Os sistemas consolidados de comunicação de ocorrências e formação da companhia, incluindo a comunicação confidencial de questões de segurança e a formação em gestão de ameaças e erros, contribuem para a sua pontuação na categoria de formação de pilotos.
Pontuação final: 86/100
Pontuação na formação de pilotos por companhia aérea europeia
Como funciona o Índice de Segurança das Companhias Aéreas Europeias da AirAdvisor
Avaliámos 10 companhias aéreas tradicionais e 10 low-cost europeias, comparando cada transportadora com base em seis critérios ponderados.
As 20 companhias foram selecionadas entre as 10 maiores transportadoras low-cost elegíveis e as 10 maiores companhias tradicionais elegíveis a operar na Europa, com base nos volumes de voos de 2025 reportados pelo EUROCONTROL.
As companhias também tinham de apresentar um histórico de operação suficientemente contínuo entre 2016 e 2025, de forma a permitir uma avaliação de segurança comparável ao longo de 10 anos.
| Categoria | Peso | O que mede |
| Histórico de segurança | 40% | Histórico de acidentes e exposição |
| Certificação e auditoria | 20% | Histórico de auditorias e supervisão regulamentar |
| Segurança operacional | 15% | SMS, monitorização de dados de voo, sistemas de comunicação de ocorrências, entre outros |
| Frota | 10% | Idade da frota e características técnicas |
| Formação de pilotos | 10% | Sistemas de formação e programas avançados |
| Estabilidade financeira | 5% | Resiliência financeira e operacional |
Por razões relativamente óbvias, o histórico de segurança da companhia aérea é o critério com maior peso. Este avalia se a companhia registou acidentes, com base nos dados publicados no Relatório de Segurança da IATA (IATA Safety Report), entre 2016 e 2025 (inclusive).
O peso de 40% atribuído ao histórico de segurança sublinha a importância de usar o desempenho real como indicador, sem deixar de considerar os sistemas concebidos para prevenir futuros incidentes.
Os dados sobre sistemas de segurança (15%), frota (10%), formação (10%) e desempenho financeiro (5%) foram obtidos a partir de informação regulamentar e empresarial disponível publicamente.
A metodologia recorre também aos dados da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) sobre a eficácia da supervisão nacional da aviação. Estes dados refletem a solidez do quadro regulamentar no país de origem de cada companhia aérea, que integra a categoria de certificação e auditoria.
As companhias aéreas low cost são tão seguras como as tradicionais?
Sim, a diferença entre ambas é reduzida. Calculámos a média das 10 companhias de cada categoria para verificar se existia uma grande discrepância nas categorias individuais e na pontuação global:
| Indicador | Média low cost | Média tradicional |
| Pontuação global /100 | 79,2 | 82,8 |
| Histórico de segurança /40 | 34,3 | 35,5 |
| Segurança operacional /15 | 10,6 | 10,6 |
| Certificação e auditoria /20 | 15,9 | 18,4 |
| Frota /10 | 7,8 | 7,1 |
As companhias low cost e tradicionais têm históricos de segurança semelhantes
Na categoria de histórico de segurança, a diferença entre os dois grupos é de apenas 1,2 pontos.
Os dois grupos obtiveram exatamente a mesma pontuação média nos sistemas de segurança operacional. Isto significa que existem diferenças muito reduzidas entre as companhias em áreas importantes como a gestão da segurança, a monitorização de dados de voo e os sistemas de comunicação de ocorrências.
As companhias tradicionais têm vantagem em auditorias e certificação
A diferença mais evidente entre os dois grupos surge no desempenho em certificação e auditoria, onde as companhias tradicionais obtiveram, em média, mais 2,5 pontos do que as low cost. Esta diferença representa uma parte significativa dos 3,6 pontos que separam as médias globais dos dois grupos.
As companhias low-cost têm frotas mais jovens

As companhias low-cost obtiveram melhores resultados na categoria de idade e características técnicas da frota, com uma vantagem de 0,7 pontos. A Wizz Air e a Pegasus obtiveram ambas a pontuação máxima de 10/10 nesta categoria.
Em termos simples, os dados mostram que tarifas mais baixas não significam necessariamente aeronaves mais antigas.
Uma frota jovem pode trazer vantagens tecnológicas e de eficiência, mas a idade de um avião nunca deve ser encarada, por si só, como um indicador de segurança. Um avião mais antigo, com a manutenção adequada, pode continuar a operar em segurança durante décadas.
— Anton Radchenko, fundador e CEO da AirAdvisor.
5 conclusões do ranking sobre a segurança das companhias aéreas europeias
- Três companhias low cost estão entre as cinco primeiras. Ryanair, Norwegian e SunExpress integram o top 5 do Índice de Segurança da AirAdvisor. As outras duas companhias são a Aegean Airlines e a Austrian Airlines.
- As duas categorias de companhias aéreas obtêm pontuações médias relativamente próximas. Nas 20 companhias analisadas, as low cost obtiveram uma média de 79,2/100, face a 82,8/100 das tradicionais (uma diferença de 3,6 pontos). As pontuações no histórico de segurança também foram próximas: 34,3/40 e 35,5/40, respetivamente.
- É na certificação e auditoria que reside a principal diferença. As 10 companhias tradicionais do estudo obtiveram, em média, mais 2,5 pontos nesta categoria. Sendo a diferença entre as médias dos dois modelos de negócio de apenas 3,6 pontos, esta categoria representa, por si só, 70% dessa diferença.
- As companhias low cost têm melhor pontuação na idade da frota. Obtiveram uma média de 7,8/10, face a 7,1/10 das tradicionais.
- Nenhuma categoria isolada determina a posição final: O índice combina seis critérios ponderados; portanto, uma pontuação elevada numa única área não garante automaticamente o topo da tabela. Por exemplo, várias companhias obtiveram 40/40 no registo de segurança mas ficaram fora do top 5 (British Airways, SAS, Eurowings). Da mesma forma, uma posição inferior no índice não significa que a companhia seja insegura.
O que os viajantes devem ter em conta ao avaliar a segurança de uma companhia aérea

Na verdade, antes de qualquer viagem, não precisa de se preocupar em analisar em profundidade o histórico de acidentes, os resultados das auditorias ou os sistemas de gestão da segurança de uma companhia aérea.
A aviação comercial europeia opera num quadro de segurança altamente regulamentado e o mais importante é lembrar que os acidentes graves são extremamente raros.
Os resultados do nosso Índice de Segurança mostram que o preço do bilhete, o modelo de negócio e a idade da frota não são indicadores suficientes para avaliar a segurança de uma companhia. Em vez disso, é mais útil considerar o conjunto dos diferentes fatores.
A diferença entre as companhias low cost e tradicionais em termos de pontuação é reduzida. Assim, independentemente da companhia escolhida, o contexto geral é tranquilizador: viajar de avião em voos comerciais é extremamente seguro.
É certo que o nosso ranking pode revelar diferenças no histórico de segurança, na supervisão, na formação e nos sistemas operacionais das companhias aéreas. No entanto, pequenas diferenças na pontuação não devem, por si só, ser motivo de preocupação relativamente ao seu próximo voo.



